segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

22/01/2011 - Porque hoje é sábado! Oficina de fotografia



Depois de uma semana frenética, de muitas atividades durante o dia, reuniões a noite e quase ou nenhum tempo para produzir o blog, documentários e outras tarefas, merecemos um final de semana mais leve! Apesar de termos compromisso, este foi um misto de compromisso com diversão. Sábado pela manhã, ainda no hotel situado na Lapa, iniciamos a oficina, que foi muito pouco teórica e muito mais prática, primeiro analisando imagens nossas, expostas no blog e sugerindo técnicas para aprimorá-las. Muito produtivo!




O Professor Peter Llicciev, na sequência, nos acomapnhou em mais uma missão: fomos para Santa Tereza testarmos nosso aprendizado. Sua disponibilidade em ajudar-nos conseguindo o melhor posicionamento e suas dicas precisas sobre o que funciona ou não foram excelentes. As fotos (maravilhosas) abaixo fui eu que fiz... Os modelos ajudaram um pouquinho; o Peter também... 














21/01/2011- Oficina Info-Saúde




Depois de sermos liberados ontem as 16hs, algo quase inacreditável, e repormos as energias na praia, estamos pronto para o seguimento das atividades. Hoje retornamos a Fiocruz com o intuito de aprimorarmos nossos conhecimentos na busca de artigos científicos em bases de dados. O objetivo é que tenhamos subsídios para elaborarmos o próximo boletim Info-saúde. Mais um grande desafio! Obviamente que, numa oficina que conta com a presença do Prof. Alcindo Ferla, tem que haver alguma "problematização". Foi bem interessante, pois discutimos o papel destas ferramentas na educação permanente dos trabalhadores de saúde e no papel dos gestores na viabilização de acesso e da busca de capacitação.



Ao término da oficina, permanecemos na Fiocruz definindo linhas de busca de artigos para a elaboração do boletim Info-saúde. O tema geral será "Educação permanente". Foi um momento muito interessante, onde Prof. Alcindo e Maria Luiza Jaeger, ex-Secretária de Saúde do RS,  fizeram uma revisão conceitual do tema.



Dia 20/01/2011 - Visita à UPA Manguinhos

Fonte:dfisio09.blogspot.com


Mais uma oportunidade de conhecermos uma das modalidades de serviços já implantados na cidade do Rio de Janeiro, desta vez uma Unidade de  Pronto-Atendimento (UPA). O reconhecimento do local onde o serviço está inserido já gera certo “burburinho”, por ser o serviço de referência para um complexo de favelas recem  pacificadas. Obviamente, que, por este motivo, mais do que nunca questões sociais vem à tona, com a suspeita pelo grupo que muitos dos atendimentos realizados nesta Upa estariam relacionados à violência, mais especificamente ao tráfico de drogas,  o que não foi confirmado pelos trabalhadores do local. Apesar da Clínica prestar assistência a inúmeras situações de violência, predominam situações de descompensação de doenças crônicas, como hipertensão arterial, doença pulmonar obstrutiva crônica e doenças cardíacas. A UPA Manguinhos faz parte do Complexo de Atendimento à Saúde (CAS) e foi financiado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e fica junto a uma estrutura que envolve escola, ginásio esportivo, centro cultural, prédios de moradia e casa da mulher, sendo que tivemos a oportunidade de circularmos por alguns destes locais.

Conversa sobre a UPA

Na chegada, fomos recebidos pela médica responsável pela UPA, Dra. Valéria, pela Enfermeira líder e também pela Coordenadora Administrativa, que nos apresentaram a Unidade, buscando nos fornecer o máximo de informações sobre a logística e estrutura local.

Conversa com a Dra. Valéria



Em relação a estrutura física, esta unidade segue os moldes da Clínica da Família Hans Dohmann, no bairro de Guaratiba. Porém, ao contrário daquela Clínica, que parecia "desabitada", nesta unidade identificamos inúmeros usuários, mesmo hoje, que é feriado na cidade. Possivelmente isto ocorra porque esta unidade já está incorporada a comunidade, enquanto que a Clínica Hans Dohmann tem apenas dois meses de funcionamento.

Depois do momento mais formal, que envolveu o período da manhã, circulamos em pequenos grupos pela unidade. Visitamos o local de acolhimento, o de triagem de gravidade, os consultórios, farmácia, bem como as salas de observação amarela ( média complexidade ) e vermelha, para pacientes graves, que necessitam ser transferidos.

Ao conversarmos com a equipe, mais uma vez ficam perceptíveis os problemas: emergência odontológica que só funciona nos finais de semana ( agende seu problema ...), falta de integração com a rede básica, dificuldades na transferência de pacientes graves, além de outros. Apontam também que, o objetivo de criação das UPAS, que seria desafogar as emergências, no geral,  não tem ocorrido; referem que as UPAs estão fazendo o papel das unidades básicas ou Clínicas da Família, devido a sua baixa resolutibilidade ou falta de profissionais.

Conversamos também sobre a questão das Organizações Sociais e a forma de contratação dos profissionais. Todos os profissionais contratados são por regime CLT, com contratação por currículo, não havendo nenhum tipo de plano de carreira. Em termos de capacitações, somente os médicos tem um curso pago pela Prefeitura...diga-se Organizações Sociais... Fica claro que, mais uma vez, se mantém as diferenças salariais significativas entre os médicos e os demais membros da equipe de saúde: esta é uma questão de mercado, foi a resposta que ouvimos.

De qualquer forma, tenho certeza que a população local deve estar muito feliz por ter um serviço mais próximo das suas residências, com um local amplo, limpo e que, se ainda não está nas melhores condições de assistência, pode vir a tornar-se muito mais efetivo. Para tanto, me parece que há a necessidade de muito mais investimento nesta área, não somente nestes novos locais que estão sendo criados, mas na rede como um todo. lamento que não tenhamos a oportunidade de conhecermos outros locais além das novas unidades, pois talvez fosse mais fácil para identifcarmos os problemas e desta forma pudéssemos colaborar de uma forma mais intensa na busca de soluções e alternativas.



Obras do PAC
Não tem cono não comentar sobre a visita que fizemos a biblioteca que fica próximo a UPA. Na verdade, é bem mais que uma biblioteca, pois tem acervos de Cds, DVDs, espaços para oficinas de criação...é um verdadeiro centro cultural no meio de um bairro pobre e marcado pela violência. Talvez seja o auge da nossa estadia no Rio e nos agregue mais do que qualquer visita a algum serviço de saúde. Discutimos tantas vezes em sala de aula o que é saúde e aqui temos a possibilidade de conhecer uma diversidade de serviços oferecidos a uma população que podem garantir que estes possam sim vivenciar o conceito ampliado de saúde. Fiquei feliz, muito feliz!


Biblioteca que abriga exposições..


Internet...

Livros, muitos livros...


Eo melhor, do lado de casa...

Espaço para as crianças (?) brincarem...


Ao fundo,  o prédio residencial...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Dia 19/01/2011- Ação de Prevenção da Dengue - Praia da Brisa


Praia da Brisa, em Guaratiba
Este, definitivamente foi um dia especial. Ainda temos como sede Barra de Guaratiba e retornamos à Clínica da Família da praia da Brisa, onde fomos divididos em grupos para cumprirmos tarefas específicas. Um dos grupos acompanhou a equipe de Odontólogos; o segundo grupo acompanhou uma visita domiciliar, junto ao Médico da Estratégia da Saúde Família; o terceiro grupo acompanhou a Equipe de Saúde da Mulher e finalmente, o grupo ao qual eu estava inserida, acompanhou uma ação na comunidade para prevenção da dengue. Primeiro, tivemos a chance de conversarmos por um bom período da manhã com a Enfermeira do grupo e os agentes comunitários responsáveis pela ação. Neste momento, nos ensinaram a fazer repelente com citronela e as armadilhas para o mosquito da dengue, tudo com material fácil de ser conseguido e, principalmente, com baixo custo.
Conversa com a Equipe, na Clínica da Família Hans Dohmann


Também foi possível conversarmos sobre a organização do serviço na cidade do Rio de Janeiro. Vários questionamentos surgiram, entre ele, o papel das Organizações Sociais na gestão e prestação de serviços. Por enquanto esta ainda é uma questão nebulosa, com a impressão de que não é só para nós acadêmicos, como também para os trabalhadores da saúde.


RIO 40°...


Após o almoço no bairro, começamos a nossa caminhada, junto com a Enfermeira e os agentes comunitários pelo bairro, convidando a população para uma atividade de prevenção da dengue num bar no centro da comunidade.




Oficina de criação de armadilhas para o mosquito da Dengue

Uma legítima agente de saúde!
Caminhar pelo bairro, perceber a precariedade de alguns domicílios, a falta de saneamento básico e a carência de boa parte da população foi um verdadeiro choque de realidade. Como dizer para uma família manter a limpeza do pátio, caixa d'água tampada para evitar a dengue, quando sua moradia fica a 5m de um mangue? Como responsabilizá-los se algumas ações não dependem deles? Além do sol na cabeça, turbilhonamento de pensamentos nos consomem...



Mangue onde são despejados os dejetos das residências

 

Em contrapartida, a recepção da equipe ao nosso grupo, aliás, a nossa verdadeira inclusão nesta equipe foi uma experiência única. O comprometimento da equipe, a vontade de fazer a diferença foi uma injeção de ânimo e de esperança. Entretanto, cada vez mais são perceptíveis as dificuldades.


Ao conversar com os moradores locais, foi possível perceber que, infelizmente, o sistema local não funciona de forma integrada e, muitas vezes, ainda é inacessível aos usuários. Muitas ações de saúde na Clínica ainda são vinculadas à inserção dos usuários aos programas oferecidos, mas o horário de fechamento é às 20hs, não abrindo aos finais de semana. Será que a universalidade é garantida? Percebo que há uma mobilização local para mudar o sistema, mas ele tem que extrapolar a mudança na estrutura física. A mobilização das equipes para a mudança é nítida, mas, talvez, ainda insuficientenão. Talvez programas de educação permanente possam auxiliar neste processo, pois muitos profissionais tem uma formação anterior, não voltada para a atuação no Sistema Único de Saúde. De qualquer forma, terminamos o dia otimistas.... Nova reunião à noite para os grupos passarem suas impressões. Alguns grupos felizes, outros nem tanto, mas todos concordam que vivemos experiências extremamente valiosas. Amanhã é feriado... menos para nós! Ao trabalho!!!!!


E para relaxar...






Como ninguém é de ferro (e precisamos zelar pela nossa saúde também), alguns momentos de descontração...Porém, todas as vivências são tão intensas que se tornam o assunto em pauta em qualquer momento do dia. Mais do que "Ver o Sus", estamos "Vivendo o Sus" 24hs por dia! Depois do banho de piscina revigorante, relatos dos grupos das experiências do dia. Após, recebemos um carinho da nossa RP Patrícia, que organizou um churrasco para nós; ela caprichou demais no visual, mas o destaque foi a lua que ela nos conseguiu...Valeu!!!!




* Preocupação do dia:
E a saúde dos agentes comunitários? Ficamos preocupados com a condição de trabalho deles, caminhando no sol, sem protetor solar....

Dia 18/01/2011 – Oficina de Vídeo – Fiocruz





Este foi um dia dedicado integralmente a uma oficina de vídeo, realizada na Fiocruz e ministrada por Sérgio Brito, Pauliran de Freitas e Neide Diniz. A abordagem inicial incluiu a apresentação da história do Cinema e a análise de alguns documentários, bem como uma palestra sobre as técnicas para estruturação de um documentário.




Se em algum momento houve a dúvida de "por que uma oficina de vídeo no Ver-Sus?", os palestrantes foram convincentes no sentido do poder desta ferramenta para disseminação de conhecimentos na área da saúde. Posteriormente tivemos a oportunidade de manusearmos câmeras e termos nossa "iniciação" nas filmagens. Apesar de considerar extremamente válido todos os ensinamentos e os desafios lançados, talvez o tempo seja insuficiente para conseguirmos responder da forma esperada pelos organizadores do evento. Além disso, alguns conhecimentos necessários para a produção do vídeo não foram abordadas, tais como edição de imagens. Mais do que um desafio, será um processo de superação.







E vamos aos desafios!!! 

O primeiro grande desafio foi voltar para casa...chuva, engarrafamento... Levamos somente 3hs para o retorno...Este é o 2°dia e estamos exaustos!!!


Céu carregado!





domingo, 23 de janeiro de 2011

Dia 17/01/2011Visita à Clínica da Família Hans Dohmann –“Clínica da Brisa”


Nossa chegada à Clínica

No primeiro dia de atividades tivemos a grata surpresa de conhecer a Clínica da Famiília Hans Dohmann. Ficou evidente a preocupação com o bem-estar dos usuários e dos trabalhadores da saúde, expressos pelo cuidado em criar um ambiente bonito e agradável, arejado, ou seja, acolhedor, como também no sentido de propiciar espaços economicamente viáveis e com responsabilidade ambiental.


Clínica da Família Hans Dohmann

Iluminação natural


Calhas para o reaproveitamento da água




Perceber que esta Unidade foi pensada muito mais do que no sentido físico do ambiente, mas na essência da proposta do tipo de serviço que se quer oferecer é outro aspecto que não pode deixar de se considerado. Entretanto, não passou desapercebido ao grupo que o local não possui bom isolamento térmico e as paredes aquecem muito durante o dia, podendo acarretar em custo elevado para manter a refrigeração das salas. Além disso, ao olhar leigo, há a percepção de fragilidade na estrutura.   De qualquer forma, o que predomina é o sentimento de satisfação com o que vimos, reforçado pela  empolgação e orgulho dos profissionais que ali trabalham, bem como das autoridades locais que ali estavam para nos apresentarem o serviço.

Salas para os agentes comunitários





Conversa com os Gestores
O Superintendente de atenção primária da cidade do Rio de Janeiro, Dr. José Carlos Prado Junior, foi um dos responsáveis por nos apresentar a proposta de serviços de saúde adotadas na cidade e as perspectivas para os próximos anos. O destaque nos serviços disponibilizados à população, sem dúvida nenhuma, foi a Academia Carioca.

Grupo VER-SUS em Barra de Guaratiba
Alunos e professores ouvindo as apresentações referentes à Clínica






Academia Carioca da Saúde
Apesar da relação clara entre saúde e atividade física estar mais do que comprovada cientificamente, a oferta deste tipo de serviço dentro de uma unidade de saúde é, no mínimo, inovadora, entretanto, infelizmente está restrita somente a população que sofre algum tipo de enfermidade, como Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, quando poderia ser ampliada a usuários que não tenham enfermidades já instaladas. Aliás, ampliação da oferta deste serviço também é interessante, visto que está restrita a uma parcela extremamanete limitada da população. Alguns levantamentos da Secretaria de Saúde, mesmo que muito superficiais, já denotam alguns aspectos muito favoráveis à implantação deste serviço. Tivemos a oportunidade de circular livremente nas dependências da clínica e observar a rotina do local.




Palestra dos Odontólogos
Parte do grupo de acadêmicos assistiu a uma palestra dos Odontólogos para a comunidade, apresentando uma forma clássica de trabalho de educação em saúde onde os usuários assistem a esta palestra e depois fazem algumas perguntas aos profissionais. Talvez dinâmicas mais interativas pudessem ser mais interessantes na consolidação das informações apresentadas. Depois de toda esta visita, fomos realizar uma oficina para a criação de blog. Espero ter aprendido.... Para terminar o dia, discussão entre os professores e acadêmicos sobre suas impressões. Dia e-l-e-t-r-i-z-a-n-t-e.
Primeiras dúvidas....
Por que Organizações Sociais (OS) estão assumindo a administração dos serviços?